Medidas de segurança para a volta às aulas na pandemia

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É vital trazer as crianças de volta à escola, dizem especialistas, confirmando o quão prejudicial seria se as mantivermos fora do ambiente escolar. Isso porque manter as crianças longe da escola pode representar impactos em diversos âmbitos: social, emocional e pedagógico.

Embora os jovens tenham até agora passado um período relativamente curto de tempo fora das salas de aula, o que provavelmente não levaria a problemas significativos de desenvolvimento psicológico, estamos chegando a um ponto de inflexão se o fizermos por mais tempo.

Por que a escola é importante para as crianças?

Além da educação formal, as crianças precisam das estruturas sociais oferecidas na escola, com as instituições de ensino “fazendo a ponte entre a casa e o resto do mundo”. Sem isso, as crianças correm maior risco de problemas relacionados ao desenvolvimento da personalidade e de alcançar marcos de desenvolvimento.

No entanto, precisamos medir os riscos apresentados pelo vírus quando comparados aos benefícios do retorno das crianças às salas de aula.

Embora as crianças não pareçam ser o alvo deste vírus e sejam muito menos propensas a ter sintomas, elas podem pegá-lo e transmiti-lo. Além disso, no momento, não temos dados suficientes sobre sua importância e intensidade em termos de transmissão. 

Muitos médicos e especialistas em educação, em declarações recentes, defendem que as crianças voltem à escola após as férias de final de ano. Eles afirmam que perder parte de conteúdos na educação representa um risco muito menor para os alunos do que pegar o vírus.

Quais são os sinais de ansiedade em uma criança?

Os sinais de que uma criança está se sentindo ansiosa ou lutando para lidar com com o retorno à escola não serão difíceis de detectar. Embora estes sejam, é claro, dependentes da idade, eles frequentemente se manifestam como o que pode parecer mau comportamento para os adultos.

Acessos de raiva, uma criança mais retraída ou o retorno de comportamentos que haviam desaparecido, como chupar o dedo, especialmente em crianças menores, são todos sinais a serem observados. Portanto, fique atento as mudanças repentinas de comportamento.

A Idapt possui um material valioso que discute a importância dessas observações. Aproveite e pesquise na nossa plataforma.

Como transmitir as medidas de segurança para a volta às aulas para as crianças? 

Não há respostas prontas. Elas devem, contudo, evitar serem diretas e menosprezar essa ansiedade apresentada pelas crianças. Cada pessoa possui seu grau de tolerância. Dessa forma, recomendamos personalizar sua resposta a esse tipo de comportamento, o que dá às crianças permissão para se sentirem motivadas a te procurarem para orientações. 

“Estou com medo e, quando sinto medo, tendo a ficar irritado”. Esta é uma boa maneira de abordar esse tipo de assunto com uma criança entre quatro e 11 anos, por exemplo.

Em vez de um retorno normal à escola após as férias, este será o primeiro dia de aula para os alunos num novo formato. Ou seja, tudo será diferente para eles. Use sua experiência em outros momentos de desafio da sua vida e pense em como eles reagiriam nessa situação.

As atitudes dos pais são muito importantes para a forma como os filhos se sentem. Por isso aconselhamos a não criar medo e ansiedade e transmitir isso ao seu filho.

Como você pode garantir que seu filho siga as medidas de segurança na volta às aulas?

Recomendamos sentar-se com as crianças e explicar quais medidas de segurança podem tomar para protegê-los e seus entes queridos quando retornarem às instituições de ensino.

Isso inclui lavar as mãos regularmente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, assim como usar uma máscara onde o distanciamento social não é possível para crianças de 12 anos ou mais, de acordo com os últimos conselhos da OMS.

Procure explicar os motivos dessas precauções. Afinal, uma vez que ficar claro para as crianças quais medidas elas podem tomar para se proteger, elas se sentirão mais seguras e aceitarão mais as mudanças em seu ambiente escolar.

Para os pais que acham que seus filhos correm maior risco de contrair doenças graves devido ao COVID-19, como crianças com doenças pulmonares e cardíacas ou respiratórias, recomendamos um diálogo com a escola para manter o ensino não presencial até a efetiva vacinação de todos. 

Recomendamos que os pais abram um diálogo com a instituição. Entre em contato com a escola e diga: ‘Estou preocupada que meu filho tenha asma, o que podemos fazer para garantir que ele esteja seguro?”

Outras medidas de segurança que os pais podem tomar na volta às aulas incluem encorajar as escolas a garantir que as salas de aula sejam bem ventiladas, pois algumas evidências mostram que o ar natural ajuda a interromper a transmissão do vírus.

Apesar de todos os cuidados e medidas de segurança na volta às aulas, tenha como vetor de suas decisões:

“CONSEGUIMOS REPOR AULA E CONTEÚDOS, JAMAIS UMA VIDA!”

Conheça o autor

Almir Vicentini é mestre em Educação pela PUC/SP. Pós-graduado em Administração pela FGV/SP. Bacharel em Física, pela Fundação Oswaldo Cruz/SP. Licenciatura em Pedagogia, pela Universidade de Franca. É também autor dos livros “Gestão Escolar – Dicas Corporativas”, ” ISO 9001 em Ambientes Educacionais” e “Quero ser rico! Usando meu salário emocional”. Siga Almir no Instagram.

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